Fotografia de Kevin Carter, 1993. Uma criança do Sudão, desnutrida e moribunda, e a ave tendo a dignidade de esperar a morte para manter sua vida. Realidade presente nos dias de hoje em muitos países esquecidos pelo planeta…

Mulher, mãe, filha, cunhada, irmã. Hoje todas as mulheres são homenageadas, pois sendo mães ou não, todas tem o potencial de gerar vidas. Às mães em especial, um grande beijo no coração, ainda que virtualmente, pois hoje temos a tecnologia em nosso favor. Logo mais poderemos abraçá-las de verdade. Às que já fizeram a grande viagem, como a minha,

Primeira foto que tirei da minha mãe aos 7 anos com a Kapsa do meu pai

Dna Aurea, 1972…

que fiquem na eterna lembrança, pois mesmo com defeitos e virtudes, nos deram a vida e hoje estamos aqui para contar sua história. Feliz dia das mães!!

A fotografia é a forma de se registrar, ou escrever com a luz. Não se resume apenas ao processo mecânico de registro, seja em acetado com emulsão de prata ou em um sensível retângulo digital de milhões píxeis. Não se resume ao mero apertar de um botão. Toda uma história, toda uma técnica, todo um aprendizado, observação, criatividade, pioneirismo está por trás desse ato de registrar o mundo. Desde os tempos de Leonardo da Vinci, a câmara escura,

Imagem: Wikipédia

Niépce com seu primeiro registro de uma visão de sua janela, em placa de estanho revestida de betume. Daguerre, William Henry Fox-Talbot, pioneiros em seu intento de registrar em diversos materiais o que nossa visão efêmera jamais conseguiria. Em sua evolução, a fotografia contou também com George Eastman,

Imagem: Wikipédia

que popularizou o registro de viagens, fatos, famílias, com sua câmera portátil carregada com um filme de acetato que poderia ser desenrolado por botões externos, podendo registrar diversas cenas do cotidiano das pessoas maravilhadas com esse poder.

Com a popularização, começaram a surgir, entre amadores, simpatizantes e profissionais, figuras que se destacaram nessa arte, que nos primórdios foi criticada mas que com o passar dos anos, se tornou algo indispensável na transmissão de ideias, documentação de fatos e lugares antes desconhecidos.

Muitas dessas figuras, com criatividade, esforço e determinação, criaram uma verdadeira linha do tempo, marcando momentos históricos, personalidades, eventos, guerras, natureza, enfim, registrando momentos que ficaram perenes nos periódicos, galerias, álbuns em todo o mundo.

Uma síntese dessa história, desses grandes fotógrafos que documentaram a vida, a morte, alegrias e tristezas pode ser agora vislumbrada por uma obra de outro grande fotógrafo, aqui mesmo no Brasil, Rio De Janeiro, Renato Rocha Miranda, em seu recém lançado e-book Mestres da Fotografia, que trás um a um , muitos dos grandes pioneiros e desbravadores desse universo fotográfico que maravilhou e continua maravilhando todos pelo mundo. Essa obra gratuita,  de mais de trezentas páginas, ricamente ilustrada, feita com qualidade esmero e paixão, pode ser “baixada” AQUI!!

Renato, que já viajou pelo mundo, por conta própria e profissionalmente, já trabalhou por muitos anos em um veículo de comunicação de grande importância no Brasil, fotografou grandes atores e atrizes, visitou a base brasileira reconstruída na Antártica, num projeto de sua autoria que contempla mais quatro grandes desertos no mundo: Saara, Arábia, Gobi e Kalahari. Possui um canal digital (Imagens, Números e Vísceras) onde passa todo seu conhecimento fotográfico embasado na técnica, ciência, história. Ministra aulas de fotografia online e também em seu estúdio, o Criadouro Carioca, um espaço onde se respira fotografia. Nesta época de quarentena, promoveu um ciclo de debates online com grandes personalidades da fotografia, incluindo Márcio Scavone, André Mansano, Antônio Neto, Michelle P. Pucarelli, Paulo Marcos M. Lima entre outros mestres.

Esse post foi dedicado aos que amam a arte de fotografar, amam a técnica, amam a ciência como base. E também para divulgar o trabalho de Renato, um feito hercúleo de tocar um estúdio, ministrar aulas, escrever livros e participar ativamente da mídia digital.

Link para baixar o livro: Mestres de Fotografia, de Renato Rocha Miranda.

Boa sorte e vida longa para todos nós. Lembrem-se:

FIQUEM EM CASA!!! PROTEJAM A VOCÊS E A QUEM AMAM!!!

 

Sempre que circulo pelas ruas, meio que sem pensar, acabo me aproximando de um ou outro detalhe que com certeza passou despercebido pela maioria das pessoas… A correria do dia a dia, os compromissos assumidos, a luta diária para conseguir no mínimo a sobrevivência, tornam as pessoas cegas para o que existe de mais belo, apreciável. Não as culpo por isso. É muito difícil viver numa cidade como São Paulo, com tráfego intenso nas ruas e avenidas, um corre corre infernal mas… olhem só, ao estar esperando o ônibus chegar, damos uma olhada para o muro atrás de nós e… vemos uma rachadura, na qual nasceu uma pequena planta, um pequeno galhinho tenro crescendo e tomando forma…

Ou uma banda de rock tocando em plena quarta feira na calçada da Paulista, sim, não é um mero detalhe mas nesse dia vi inúmeras pessoas passando e olhando para baixo, sem sequer notar o evento que acontecia ali mesmo, na calçada…

O que proponho é que ampliemos nossa visão para os lados, para o que acontece ao nosso redor, para vermos o trabalho do “cara da telefônica”, fazendo emendas no cabo de fibra óptica, ali, na calçada também, absorto em seu trabalho, mas que ficaria muito feliz se alguém chegasse perto e dissesse que aquilo era um trabalho incrível…

Hoje, com a tecnologia, temos nossos aparelhos celulares com câmeras que se aproximam em muito às câmeras profissionais, e ao invés de fotografarmos a briga de trânsito, as mazelas da humanidade que circulam pelos aplicativos de mensagens atuais, fotografássemos a Natureza, os detalhes que revelam outros detalhes, a moça da lojinha de esmalte, o porteiro do curso de inglês, o fusquinha de mais de 50 anos que ainda circula pelas ruas.

Gostaria que as pessoas prestassem atenção no belo, no insólito, no que pode tornar nossa vida melhor, sem disseminar o ódio, a misoginia, a homofobia, pois só deixando para trás esses sentimentos tão retrógrados é que conseguiremos trilhar uma rota em direção da unidade geral dos povos, sem se preocupar com detalhes. Aliás, detalhes, só em fotografia!!!! Essa é a mensagem que quis deixar hoje.

Chico Lopes Foto & Arte

O movimento me apaixona. A noite me apaixona. As luzes me apaixonam.Componho e efetivo minhas imagens no momento da captura. A ideia surge, e eu ponho em prática. Cérebro, nervos, ação, disparo. O momento congela. O tempo para. O relógio, em um sono profundo, deixa seus ponteiros como que estátuas adornando o mostrador. A concepção da imagem se perpetua.

Metro Sumaré, SP, NOV/2014

Tenho uma cumplicidade com o movimento. Os rastros, a velocidade, a indefinição de onde se está e para onde se vai… Um olho de furação. Um redemoinho de luzes que explodem em cores fantasmagóricas que deixam marcas. Como cicatrizes. Como veias abertas deixando escorrer seu sangue de luz. Talvez um animal enjaulado roendo as grades para fugir. Talvez a fuga de mim mesmo.

Metro Sumaré, SP, NOV/2014

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A arte de fotografar nos acompanha desde muitos anos. Melhor ainda, a ideia de nos imortalizar. Isso que motivou os pioneiros dessa arte que já foi criticada, e depois reverenciada. O ser humano tem em sua essência, a necessidade de ser notado, de se integrar, de “ser”. E a fotografia, em comunhão com a pintura, faz esse trabalho com precisão. E com a ajuda da tecnologia, não mais precisamos esperar para ver o resultado. Ele aparece imediatamente após o “clique”. É verdade que existem muitas formas de se registrar o nosso dia a dia, nossa caminhada mas, aquele momento decisivo, aquele movimento congelado e imortalizado, bem, isso é para quem tem sensibilidade, e uma boa dose de paciência e observação!

Um tipo de fotografia muito antiga, usada nos primórdios das experiências com registro de imagens. No século 19, mais precisamente em 1851, um inglês chamado Frederick Scott Archer, inventou um processo em que se usava uma placa de vidro ou metal, coberta com um líquido (nome técnico: emulsão) composto de piroxilina (um tipo de verniz derivado da celulose), álcool e éter. Essa emulsão recebeu o nome de colódio. Aplica-se o colódio sobre a placa e depois banha-se com nitrato de prata. É a prata que, por ser sensível à luz, vai escurecer em determinadas áreas e essas nuances de claros e escuros é que vão compor a imagem.

O mais estressante nesse processo é que (mais…)

Esses dias, durante minhas pesquisas pela Grande Rede, me deparei com uma imagem a princípio surreal. Olhei bem, virei o meu aparelho celular de cabeça para baixo, de um lado, do outro e depois de alguns minutos pude perceber o que estava sendo exibido na pequena tela do aparelho. Uma câmera fotográfica! Sim, isso mesmo, uma câmera fotográfica feita com sucata. Latas, tubos de papel higiênico, vidro, carretéis de linha, barbante e o que mais a criatividade pode proporcionar.

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Mais fascinado ainda fiquei quando soube da história de seu criador. Miroslav Tichy.

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Mais interessante e também chocante é saber que (mais…)

VII Sarall 38CC

Olá pessoal!! Dia 6 de dezembro rolou o VII Sarall na Casa 360°!!

Bom, problemas pessoais, problemas com equipamento, já estava quase desistindo mas… pensei como todo bom palhaço,  que deixa para trás tudo de ruim que aconteceu e vai para o picadeiro fazer as pessoas rirem. No meu caso, registrar esses momentos mágicos! Fiz igual. Pé na estrada até lá e com o celular registrei momentos engraçados, emocionantes, bizarros, enfim, abusei do contraste, tons quentes, desfocagem, granulação, tudo para passar a vocês, dentro da minha ótica, o que é estar lá! Um clima de alegria, descontração, amizade, arte, espetáculo, cultura. Tudo num lugar só! Tudo na Casa 360°.

Rua Pepiguari, 360, Lapa.

Acessem a galeria de fotos deste evento AQUI!!!

O movimento me apaixona. A noite me apaixona. As luzes me apaixonam.Componho e efetivo minhas imagens no momento da captura. A ideia surge, e eu ponho em prática. Cérebro, nervos, ação, disparo. O momento congela. O tempo para. O relógio, em um sono profundo, deixa seus ponteiros como que estátuas adornando o mostrador. A concepção da imagem se perpetua.

Metro Sumaré, SP, NOV/2014

Tenho uma cumplicidade com o movimento. Os rastros, a velocidade, a indefinição de onde se está e para onde se vai… Um olho de furação. Um redemoinho de luzes que explodem em cores fantasmagóricas que deixam marcas. Como cicatrizes. Como veias abertas deixando escorrer seu sangue de luz. Talvez um animal enjaulado roendo as grades para fugir. Talvez a fuga de mim mesmo.

Metro Sumaré, SP, NOV/2014