Fuga…

Chico Lopes Foto & Arte

O movimento me apaixona. A noite me apaixona. As luzes me apaixonam.Componho e efetivo minhas imagens no momento da captura. A ideia surge, e eu ponho em prática. Cérebro, nervos, ação, disparo. O momento congela. O tempo para. O relógio, em um sono profundo, deixa seus ponteiros como que estátuas adornando o mostrador. A concepção da imagem se perpetua.

Metro Sumaré, SP, NOV/2014

Tenho uma cumplicidade com o movimento. Os rastros, a velocidade, a indefinição de onde se está e para onde se vai… Um olho de furação. Um redemoinho de luzes que explodem em cores fantasmagóricas que deixam marcas. Como cicatrizes. Como veias abertas deixando escorrer seu sangue de luz. Talvez um animal enjaulado roendo as grades para fugir. Talvez a fuga de mim mesmo.

Metro Sumaré, SP, NOV/2014

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Fotografia e vida

A arte de fotografar nos acompanha desde muitos anos. Melhor ainda, a ideia de nos imortalizar. Isso que motivou os pioneiros dessa arte que já foi criticada, e depois reverenciada. O ser humano tem em sua essência, a necessidade de ser notado, de se integrar, de “ser”. E a fotografia, em comunhão com a pintura, faz esse trabalho com precisão. E com a ajuda da tecnologia, não mais precisamos esperar para ver o resultado. Ele aparece imediatamente após o “clique”. É verdade que existem muitas formas de se registrar o nosso dia a dia, nossa caminhada mas, aquele momento decisivo, aquele movimento congelado e imortalizado, bem, isso é para quem tem sensibilidade, e uma boa dose de paciência e observação!

Dia Mundial da Fotografia em Placa Úmida de Colódio

Placas secas

Olá!

Faz tempo que não conversamos! Não importa. Chegou a hora. Com um certo atraso mas… sempre é tempo de falar de fotografia!

Gostaria de falar sobre um tipo de fotografia muito antiga, usada nos primórdios das experiências com registro de imagens. No século 19, mais precisamente em 1851, um inglês chamado Frederick Scott Archer, inventou um processo em que se usava uma placa de vidro ou metal, coberta com um líquido (nome técnico: emulsão) composto de piroxilina (um tipo de verniz derivado da celulose), álcool e éter. Essa emulsão recebeu o nome de colódio. Aplica-se o colódio sobre a placa e depois banha-se com nitrato de prata. É a prata que, por ser sensível à luz, vai escurecer em determinadas áreas e essas nuances de claros e escuros é que vão compor a imagem.

O mais estressante nesse processo é que Continuar lendo “Dia Mundial da Fotografia em Placa Úmida de Colódio”

O que a opressão não pode vencer. Um Sonho!

Esses dias, durante minhas pesquisas pela Grande Rede, me deparei com uma imagem a princípio surreal. Olhei bem, virei o meu aparelho celular de cabeça para baixo, de um lado, do outro e depois de alguns minutos pude perceber o que estava sendo exibido na pequena tela do aparelho. Uma câmera fotográfica! Sim, isso mesmo, uma câmera fotográfica feita com sucata. Latas, tubos de papel higiênico, vidro, carretéis de linha, barbante e o que mais a criatividade pode proporcionar.

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Mais fascinado ainda fiquei quando soube da história de seu criador. Miroslav Tichy.

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Mais interessante e também chocante é saber que Continuar lendo “O que a opressão não pode vencer. Um Sonho!”

VII SARALL – O sarau de todos!!!

VII Sarall 38CC

Olá pessoal!! Dia 6 de dezembro rolou o VII Sarall na Casa 360°!!

Bom, problemas pessoais, problemas com equipamento, já estava quase desistindo mas… pensei como todo bom palhaço,  que deixa para trás tudo de ruim que aconteceu e vai para o picadeiro fazer as pessoas rirem. No meu caso, registrar esses momentos mágicos! Fiz igual. Pé na estrada até lá e com o celular registrei momentos engraçados, emocionantes, bizarros, enfim, abusei do contraste, tons quentes, desfocagem, granulação, tudo para passar a vocês, dentro da minha ótica, o que é estar lá! Um clima de alegria, descontração, amizade, arte, espetáculo, cultura. Tudo num lugar só! Tudo na Casa 360°.

Rua Pepiguari, 360, Lapa.

Acessem a galeria de fotos deste evento AQUI!!!

Fuga…

O movimento me apaixona. A noite me apaixona. As luzes me apaixonam.Componho e efetivo minhas imagens no momento da captura. A ideia surge, e eu ponho em prática. Cérebro, nervos, ação, disparo. O momento congela. O tempo para. O relógio, em um sono profundo, deixa seus ponteiros como que estátuas adornando o mostrador. A concepção da imagem se perpetua.

Metro Sumaré, SP, NOV/2014

Tenho uma cumplicidade com o movimento. Os rastros, a velocidade, a indefinição de onde se está e para onde se vai… Um olho de furação. Um redemoinho de luzes que explodem em cores fantasmagóricas que deixam marcas. Como cicatrizes. Como veias abertas deixando escorrer seu sangue de luz. Talvez um animal enjaulado roendo as grades para fugir. Talvez a fuga de mim mesmo.

Metro Sumaré, SP, NOV/2014

Máquinas… Gente… Vida…


A vida nas grandes cidades faz com que as 24 horas do dia sejam ainda poucas para as nossas atividades. Buscamos o quê? Esperamos o que de nós mesmos? Quando vamos ter um tempo para um café, um bate-papo com o cara da banca de jornais, com o colega de trabalho, com aquela menina que sempre cruzamos um olhar. Os urbanóides, criaram um vício que os impede de ver sutilezas no dia a dia. Você caminha por uma calçada de uma avenida como a Paulista, em São Paulo e vê que os rostos estão como que travados. Desesperados para chegar a algum lugar. Uma carga de tarefas que chega à exaustão. Ganhar dinheiro é preciso. Trabalho, pouco tempo de descanso, faculdade à noite… Entendo. Já fiz muito isso. Trabalhava o dia todo, ia direto para a faculdade e voltava para casa lá pelas onze, onze e meia da noite… Aí então ia jantar e dormir à 1 da madrugada. E o ciclo se repetia dia após dia. Sei como é e isto não é uma crítica. É um fato. Mas o que proponho é que separemos pelo menos dez minutos do dia para dar uma olhada em um jardim. Observar o movimento do caminhão do lixo e aquela maquinaria toda de pressão, alavancas, pistões. Aproveitar e dar um bom dia àquele cara que coleta o lixo na calçada e coloca nesse caminhão. Observar a arquitetura local, as formas, os desenhos e até os grafites pintados ou esculpidos nos muros. Experimentar sorrir para alguém e cumprimentar. Observar o trabalho do cara com a britadeira a serviço da companhia de gás ou de telefone e trocar algumas breves palavras com ele, sobre o seu trabalho, sobre como seria difícil se um de nós – vestidos socialmente, trabalhando em escritórios modernos, com café, água gelada, bolachinhas disponíveis – um dia tivéssemos que encarar um trabalho desses por várias horas e vários dias. Comentar como a Dona Zezé, a moça do café, esta mais bonita com seu novo corte de cabelo.

São só dez minutos. Observar os detalhes. Os detalhes que compõe o todo. Os detalhes que fazem a diferença. Dez minutos que farão a diferença no seu dia.

Gosta de detalhes, imagens do dia a dia que passaram despercebidas? De uma passeio pelo site. Movimento, detalhes, cenas de cidades do mundo, detalhes da natureza, surpresas, enfim, usem esses dez minutos para dar uma espiada.

“E sejam felizes”