A vida nas grandes cidades faz com que as 24 horas do dia sejam ainda poucas para as nossas atividades. Buscamos o quê? Esperamos o que de nós mesmos? Quando vamos ter um tempo para um café, um bate-papo com o cara da banca de jornais, com o colega de trabalho, com aquela menina que sempre cruzamos um olhar. Os urbanóides, criaram um vício que os impede de ver sutilezas no dia a dia. Você caminha por uma calçada de uma avenida como a Paulista, em São Paulo e vê que os rostos estão como que travados. Desesperados para chegar a algum lugar. Uma carga de tarefas que chega à exaustão. Ganhar dinheiro é preciso. Trabalho, pouco tempo de descanso, faculdade à noite… Entendo. Já fiz muito isso. Trabalhava o dia todo, ia direto para a faculdade e voltava para casa lá pelas onze, onze e meia da noite… Aí então ia jantar e dormir à 1 da madrugada. E o ciclo se repetia dia após dia. Sei como é e isto não é uma crítica. É um fato. Mas o que proponho é que separemos pelo menos dez minutos do dia para dar uma olhada em um jardim. Observar o movimento do caminhão do lixo e aquela maquinaria toda de pressão, alavancas, pistões. Aproveitar e dar um bom dia àquele cara que coleta o lixo na calçada e coloca nesse caminhão. Observar a arquitetura local, as formas, os desenhos e até os grafites pintados ou esculpidos nos muros. Experimentar sorrir para alguém e cumprimentar. Observar o trabalho do cara com a britadeira a serviço da companhia de gás ou de telefone e trocar algumas breves palavras com ele, sobre o seu trabalho, sobre como seria difícil se um de nós – vestidos socialmente, trabalhando em escritórios modernos, com café, água gelada, bolachinhas disponíveis – um dia tivéssemos que encarar um trabalho desses por várias horas e vários dias. Comentar como a Dona Zezé, a moça do café, esta mais bonita com seu novo corte de cabelo.

São só dez minutos. Observar os detalhes. Os detalhes que compõe o todo. Os detalhes que fazem a diferença. Dez minutos que farão a diferença no seu dia.

Gosta de detalhes, imagens do dia a dia que passaram despercebidas? De uma passeio pelo site. Movimento, detalhes, cenas de cidades do mundo, detalhes da natureza, surpresas, enfim, usem esses dez minutos para dar uma espiada.

“E sejam felizes”

Olá!!

Os grafiteiros, tem muita criatividade, fazem verdadeiros painéis. Obras que poderiam estar nas galerias se pudéssemos retirá-las dos viadutos, dos túneis… Mas tem a categoria dos “pichadores”. Torceram o nariz?? Pois podem também apreciar essa categoria. Sim, existem uns que só fazem sujar a cidade com aquelas mensagens cifradas e tipologia característica que só eles entendem.

O que nós, os cidadãos que vão e vem entendemos é um monte de riscos e rabiscos. Mas olha só que pichação inteligente que nos remete ao repensar o nosso dia a dia: Alameda Santos, São Paulo, vejo essa frase que me fez parar, entender, assimilar, e também capturar!!!!

20140802_163430

Em meio ao caos que uma obra dessa dimensão causa em seus arredores, já podemos ver a beleza das máquinas transportadoras de pessoas se movimentando.

cropped-detalhe-metro-l15-vila-prudente.jpg

Linha 15 – Metrô – Vila Prudente – SP

Boa tarde pessoas!

Já falei alguma coisa sobre como sobreviver com fotografia artística. Vivemos num mundo sob a pressão capitalista de ter que ganhar, ter que vender, ter que sobreviver, ter que disputar espaço com concorrentes, etc, etc… Nos negócios, no comércio, nos serviços. Já falei alguma coisa (não me lembro se aqui ou em outro sítio…) também sobre não se contaminar com o capitalismo.

Ôpa, pera aí!! Isso não é um discurso comunista ou socialista. Pelo amor de Zeus!! Tenho que admitir que o capitalismo, até certo ponto, ajuda a nos desenvolver profissionalmente, dá um pouco de ambição, aquela ambição que não passa por sobre os outros como um rolo compressor…

Aí chega o ponto onde se separa a fotografia como arte e a fotografia como um produto vendável, de pronta entrega, em lindas embalagens numa prateleira. Nas minhas pesquisas constantes, em busca do conhecimento, do aprimoramento, me deparei com um anúncio de um estúdio fotográfico em que se alardava o fato de fazerem de tudo um pouco. Newborn (recém-nascidos), Infantis, Wedding (casamentos), Boudoir (fotos sensuais, não pornográficas), Gestantes, xerox, 3X4 e por aí vai. Tinha até um slogan muito bem adaptado ao estilo: “Fotos em Geral”.

Eu não tenho absolutamente nada contra a comercialização das imagens sob encomenda. Nada. Acho que cada profissional ganha a vida como quer ou como pode. Alguns começam a fotografar, pegam gosto, cobram baratinho um aniversário do primo, um casamento da colega e, com a prática, já pensam em cobrar um valor maior, montar um estúdio, divulgar, etc. Bom isso? Bom, ele optou por tirar seu sustento única e exclusivamente da produção de imagens.

Eu optei por fazer um trabalho autoral. Ideias surgem e eu as ponho em prática. Atento ao que acontece a minha volta, sempre observo tudo, olhares, gestos, construções, automóveis, segundo meu olhar, e os capturo com o que estiver disponível no momento. Com câmera ou celular. Não importa. E vou montando meu acervo, divulgando, participando de concursos, congressos, e me sustentando com alguma outra atividade que possa me render o mínimo necessário para a manutenção da vida e de meu equipamento. E mantendo o foco na minha arte, na minha forma de ver a vida, na minha maneira de ver o mundo. E me sinto feliz assim. Se um dia puder ser reconhecido pela minha forma de ver as coisas, será então o objetivo alcançado. E se for remunerado por isso então, será melhor ainda.

Comigo aconteceu uma inversão de valores. Por décadas achei que fotografia era um hobby bonitinho. E fui tocando o barco com atividades técnicas que me sustentaram até hoje. E ficava às vezes por horas observando o funcionamento da câmera. O obturador, o diafragma, o conjunto de lentes deslizando por um tubo para realizar a focalização e o efeito zoom. Hoje ainda amo essa mecânica mas, penso mais no que ela pode me ajudar na captura das minhas imagens do que nela própria. Desde os sete anos que gosto de fotografia mas só há um ano ou pouco mais é que pude perceber um estilo nascendo. É emocionante quando você percebe que pode fazer coisas legais, que pode se aperfeiçoar, que pode focalizar suas energias para a realização de um sonho, de um ideal. Aí cria-se condições para o crescimento. Pude entender então minha total insatisfação com todos os lugares que trabalhei até hoje. Não tinha foco (desculpe o trocadilho…). Posso agora fazer qualquer coisa que me sustente, qualquer uma, que não vou mais ligar pois meu foco é na arte fotográfica. Na arte de capturar momentos únicos. Essa foi a grande sacada, a grande descoberta que tive na minha vida e que quis compartilhar com vocês!

Até a próxima!

São Paulo é uma metrópole que eu posso chamar de cosmopolita. Raças, culturas, comidas, músicas, uma mistura de cheiros, sons, faces, brilhos…

Ontem estava caminhado pela Av. Paulista e nas proximidades da Rua Augusta me deparo com um show de rock montado na calçada. Um som envolvente. Pesado mas claro. Alto mas sem incomodar, muito pelo contrário, contagiante. Como estava com meu equipamento não pude resistir ao registro de algumas imagens que compartilho agora com vocês.

Não sei o nome da banda nem dos seus integrantes, uma pena… Mas como estou sempre por aquelas “bandas” (desculpe o trocadilho…) é possível que eles ainda estejam se apresentando. Se conseguir os dados informo! Acho que tinha alguma coisa escrita com giz na calçada… Mas eu descubro!

As imagens estão no menu “Eventos/Rock Na Paulista” mas vai aqui uma palhinha, he he…

Acesse Rock na Paulista!!!

Rock na Paulista2

Rock na Paulista4

Rock na Paulista8

Rock na Paulista1

Olá!!!!

Desde que me conheço por gente, sempre gostei de imagens, motocicletas, movimento. Desde titico. E, nas brumas do tempo, lá pelos meus 7 anos de idade, tive meu primeiro contato com uma câmera fotográfica. Era uma Kapsa, do meu pai. Muitas fotos da família foram tiradas com ela. Uma câmera simples e robusta, com filme 120 (de rolo), caixa de baquelite preta e fabricada na década de 1950 pela legendária D. F. Vasconcelos. Tenho até hoje, funcionando e muito bem conservada. Vejam:

Kapsa2

Tenho até a capa de couro original…

Kapsa

Fiz muitas fotos com ela mas a primeira foi da minha mãe como modelo…

Primeira foto que tirei da minha mãe aos 7 anos com a Kapsa do meu pai

Numa manhã de sol, (1968 ou coisa parecida…) lá no quintal de casa. Me desfiz de muita coisa nos últimos anos. Velharias, coisas inúteis, etc. Mas algumas não tem preço e nem motivo para se desfazer, não é mesmo?

Um bom dia!!!

Vejo tantos fotógrafos talentosos, espertos, perseverantes, sonhadores (como eu, he he…), e um pensamento sempre me ronda a mente: como conciliar a produção artística com a sobrevivência num mundo capitalista?

Eu sempre trabalhei com “coisas técnicas”, máquinas, circuitos elétricos e eletrônicos, mecânica de precisão, informática, ufa!, tantas coisas que já fiz… Essas áreas não dão uma boa remuneração, pelo menos para a base da pirâmide, mas em contrapartida, dão o sustento básico para sobrevivência. Bem o que eu fiz e venho fazendo há muitos anos. Mesmo na fotografia, que é uma paixão desde os 7 anos de idade, mesmo ela foi por mim encarada como mais uma área técnica, onde ficava mais vislumbrado com o funcionamento da câmera, seus mecanismos internos, o obturador, o movimento de uma lente zoom, do que com as imagens que ela poderia produzir, manejada por um bom fotógrafo,

De uns anos para cá, uns dois, comecei a encarar a fotografia como uma forma de expressão de sentimentos, e como que de repente, comecei a capturar imagens nunca antes sequer sonhadas por mim!

De churrasquinho na praia, cachorrinho mordendo meu pé, uns amigos fazendo caretas, passei a perceber detalhes em muros com tijolos à mostra, texturas de cascas de árvores, padrões repetitivos, perspectiva, movimento, grandes centros e seus prédios, automóveis e gente passando pra lá e pra cá!

Aí eu percebi que tudo o que fiz até agora, por mais de trinta anos, foi estar com o “conector do Matriz” plugado na minha nuca, e agora como que por encanto, caí “na real”, (um “Morpheus” passando me desconectou, talvez…). Fiquei engessado e confundindo hobby com carreira profissional.

Sabem o que é acordar e perceber que todas essas “coisas técnicas” eram um hobby e a captura da imagem através de uma câmera era minha real vocação, minha carreira, que eu deveria ter construído desde cedo??? Quase pirei ao pensar em tantos anos “perdidos” (as aspas são porque já cansaram de me falar que nada se perde na vida) pulando de emprego a emprego, nunca estando satisfeito, sempre achando que “agora nesse vai dar certo”!!

Tudo bem, ao longo dos anos, sempre tentei fazer paralelamente algo que me fizesse feliz profissionalmente, mas hoje vejo que essas tentativas não foram fortes o suficiente para me engajar de verdade. Mas sempre me dizem (os que gostam de verdade de mim, he he) que nunca é tarde e que o melhor da vida é sempre poder recomeçar…

Uma coisa é certa. Agarrei esse “mote” da fotografia tão fortemente agora que vai ser difícil mesmo essa danada voltar a ser um simples hobby bonitinho. Nem que seja pra continuar na área técnica para sobreviver, mas meu trabalho de capturar o mundo só cessará quando o coração parar de bater.

E deixo a pergunta para reflexão: dá pra viver, mesmo com pouco, com produção autoral???

Até o próximo!!!

Olá! Já está tudo preparado para minha participação em mais um congresso. Uma maratona!!! Em agosto participei do Estúdio Brasil 2014, em São Paulo. Agora em Curitiba, o Foto Innovation terá muitas palestras, vivência com pessoal da área, atrações internacionais e sempre uma grande oportunidade de trabalho, fazer amizades, reforçar o circulo de contatos, enfim, num local onde não se fala em outra coisa: fotografia! Bom, se fala sim em outras coisas mas… deixa rolar pra outubro, no evento!!

http://fotoinnovation.com.br/